Quais são os efeitos no organismo humano, de um salto no bungee-jump?

Os principais efeitos causados no organismo de uma pessoa que salta de bungee-jump são resultado do medo, por mais corajoso que seja o saltador. Em condições de estresse, o organismo libera hormônios chamados catecolaminas. A adrenalina é um deles. Com isso, o coração acelera e fica momentaneamente sobrecarregado. Esse efeito pode começar ainda antes do salto. Por isso, quem tem qualquer problema de coração não deve nem pensar em pular. 
A altura média dos bungee-jumps é de 40 m. O aventureiro desce por cerca de 11,5 m em queda livre. O período que se fica sem gravidade é curto e não chega a causar efeitos permanentes. Mas o frio na barriga é inevitável. Isso acontece porque as vísceras (intestinos), por inércia, não se adaptam imediatamente à queda, provocando uma náusea instantânea.
Depois de 10 s de queda, o elástico freia o saltador. O tranco que ele leva eqüivale a uma trombada de 275 kg a 53 km/h. Parece muito, mas não é. É comparável ao nadador que pula de um trampolim de cerca de 10 m. De qualquer forma, quem tem problema de coluna não deve se aventurar. Para quem tem saúde perfeita, não há riscos. Desde, é claro, que o equipamento de bungee-jump seja de boa qualidade e esteja em perfeito estado de conservação.
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Como funciona a panela de pressão?

A água ferve normalmente a 100 graus Celsius ao nível do mar e num recipiente aberto. Qualquer que seja o tempo que a água demore para ferver nessas condições, a temperatura continuará a mesma. Se você mantiver alta a chama de gás, depois que a água já estiver fervendo, estará apenas desperdiçando gás. O que estiver dentro da água levará o mesmo tempo para cozinhar. O excesso de calor produzirá apenas a evaporação mais rápida da água.
É possível, entretanto, tornar a água mais quente que 100 graus Celsius, aumentando a pressão. É o que fazem as panelas de pressão. Como são recipientes fechados, conservam o calor e a pressão aumenta. Nessas panelas, em vez de ferver a 100 graus Celsius, a água (e o vapor) atingem temperaturas mais altas, cerca de 120 graus Celsius.
Evidentemente a carne, batata e feijão ou qualquer outro alimento cozinham muito mais depressa. Como o vapor exerce uma pressão considerável, as panelas possuem válvulas de segurança que funcionam quando a pressão atingir um ponto perigoso.
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Como abrir um vidro de palmitos?

Se um vidro de palmitos ou outro vidro com tampa metálica qualquer, está muito difícil de ser aberto, o que você deve fazer para abri-lo com segurança?
Ao invés de pegar a ponta de uma faca e arriscar um acidente, basta aquecer a tampa, ou seja, colocar o vidro com a tampa para baixo em uma panela com água aquecida por um ou dois minutos.
Como o metal aumenta de tamanho, a tampa poderá ser facilmente retirada.
Se você tiver uma torneira com água quente, poderá ao invés de fazer o que está descrito acima, colocar a tampa metálica embaixo da água por um minuto ou dois. Surtirá o mesmo efeito.
Mas cuidado, utilize uma pano para abrir a tampa depois disso ou você poderá queimar a mão, pois os metais dilatam-se mais do que os vidros e também aquecem-se mais rapidamente embora não retenham esse calor por muito tempo.
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Telefones celulares causam câncer?

Com a expansão dos telefones celulares, surgiu o medo de que as radiações eletromagnéticas dos telefones e das antenas retransmissoras fariam, ou não, mal a nossa saúde.
Os estudos dos efeitos biológicos das ondas eletromagnéticas são de extrema importância. O celular, por exemplo, está cada vez mais presente no dia-a-dia da população em geral.
Esses efeitos podem ser divididos em ionizantes (térmicos) e não-ionizantes (não térmicos).
As radiações não-ionizantes despertam interesse devido ao fato de serem não apenas absorvidas pela pele, mas podendo penetrar tecidos do interior do corpo que não possuem terminações nervosas sensíveis ao calor.
Mais preocupantes do que as radiações eletromagnéticas emitidas pelo sistema de telefonia celular são as emissões das antenas de rádio e televisão, concentradas em torres localizadas nos pontos mais altos das cidades.
As fontes de radiação eletromagnética podem ser naturais, no caso da luz solar, ou artificiais, como a emitida pelas antenas de celulares e os próprios aparelhos telefônicos móveis, antenas de rádio e TV, e fornos de microondas.
O espectro eletromagnético abrange desde os raios solares, ultravioletas e infravermelhos, até os raios X e gama.
O exemplo do forno de microondas serve para explicar fenômenos como ocorre o efeito térmico provocado pelas radiações. Na realidade, o que provoca o aquecimento é a desenfreada movimentação das moléculas de água, contidas nos alimentos, que se agitam a velocidades fantásticas quando submetidas às ondas eletromagnéticas, que se propagam com a velocidade da luz.
O corpo humano, que também contém água, acaba funcionando de forma semelhante, absorvendo as radiações. No entanto, a única implicação comprovada referente à saúde humana, em conseqüência do uso dos telefones celulares, por exemplo, é relativa ao próprio aquecimento, que, apesar da proximidade do aparelho com o corpo humano, é quase imperceptível, em função da baixa potência, com um máximo de 0,6 Watts (W).
Assim como a sintonização de uma estação de rádio ocorre quando a freqüência da respectiva onda coincide com a maior quantidade de energia recebida pelo aparelho, ao funcionar como uma antena, um homem de 1,70 metro de altura absorveria a maior quantidade de energia eletromagnética, a 70 Megahertz (MHz) – a freqüência mais absorvida pelo corpo humano, com base nessa estatura média - que é emitida por esse grande número de antenas de rádio e TV instaladas em lugares como a Avenida Paulista.
As antenas de celulares, ou rádio-base, transmitem ondas numa freqüência de 900 Megahertz (MHz) e que o termo “celular” vem justamente do fato de se instalarem em células, distribuídas pela cidade, com cada base atendendo os usuários de sua vizinhança (que podem chegar a centenas), com alcance restrito.
No ambiente urbano, devido à quantidade de assinantes - há uma estimativa de dois milhões de usuários na cidade de São Paulo - a distância de uma radio-base a outra é de cerca de um quilômetro.
Já na área rural ou em estradas, essa distância pode chegar a 10 quilômetros. As torres de celulares têm uma altura média de 30 metros e apresentam potência bastante baixa, sendo de 100 a 1.000 vezes menor em comparação com as das antenas de rádio e de TV, essa diferença chegaria a 5.000 vezes.
Em medidas de potência efetuadas em São Paulo, constatou-se que as antenas de celulares emitiam 0,2 microwatt por centímetro quadrado, contra 15 a 20 microwatt por centímetro quadrado, das antenas de rádio e TV instaladas na Avenida Paulista.
Os possíveis efeitos carcinogênicos das emissões do sistema de telefonia celular deve-se a exposição prolongada de um sistema biológico a essas emissões eletromagnéticas e pode resultar em danos à saúde. A proliferação descontrolada de estações de difusão de rádio e TV, assim como de celulares, produziu uma densidade de radiação eletromagnética milhões de vezes mais elevada do que os níveis naturais.
Essa preocupação é justificada pelas estatísticas divulgadas recentemente pela ANATEL, segundo as quais, no Brasil, chegou-se ao número de 40 milhões de unidades de telefones móveis, ultrapassando o número de telefones fixos.
Com base nos dados apresentados acima, pode-se dizer que as torres de rádio e TV seriam muito mais prejudiciais a nossa saúde do que as torres e aparelhos celulares.
Além disso, não há nenhum estudo conclusivo que relacione o uso de celulares ao surgimento de câncer. Ainda há muito estudo a ser realizado e muito a ser investigado sobre o assunto.
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Por que sentimos mais calor em dias quentes se estivermos vestidos com tons escuros?

No século XVIII, o físico americano Benjamin Franklin realizou a seguinte experiência: num dia de sol, colocou sobre a neve pedaços de tecidos de diferentes cores. Depois de algumas horas, verificou que sob o tecido preto havia se formado uma quantidade de água maior que sob as outras cores; sob o tecido branco, a quantidade de água era a menor.
Concluiu que as cores claras absorvem menos calor que as escuras, fato que podemos facilmente verificar se, num dia quente, colocamos uma roupa preta: sentimos mais calor, pois a roupa estará absorvendo maior quantidade de calor.
A experiência de Benjamin Franklin demonstrou que a capacidade dos tecidos de captarem mais ou menos calor depende da cor que apresentam.
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Por que ouvimos o barulho do mar quando encostamos uma concha no ouvido?

Com seu interior semelhante a um labirinto em espiral, a concha funciona como uma caixa de ressonância, que concentra e amplifica os sons, produzindo um efeito apenas parecido com o barulho do mar. Esse fenômeno, conhecido como reverberação, é a soma dos vários ecos gerados dentro da concha. 
Ela está, na verdade, captando os sons residuais do ambiente, aqueles que não são registrados normalmente porque se propagam em todas as direções; isto é, passam direto pelo ouvido. 
As ondas sonoras repercutem dentro da concha, refletindo em suas paredes como a fala de alguém numa caverna. 
Vale lembrar que a reverberação não surge do nada: se estivermos em um compartimento fechado, em silêncio absoluto, não adiantará levar a concha ao ouvido, pois não se ouvirá nada.
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Como funciona o sensor de chuva do limpador de pára-brisa?

Atualmente muitos carros ditos não populares, ou seja, de linhas mais sofisticadas, possuem limpadores de pára-brisa inteligentes, com sensor de chuva. 
O sistema, que pode ser encontrado em diversos veículos da General Motors americana, incluindo todos os modelos da marca Cadillac, pode ser ativado manualmente ou desligado. Vários carros fabricados no Brasil também já trazem sensor de chuva.
Quando o pára-brisa é molhado, automaticamente o limpador é acionado, não precisando da intervenção do motorista na alavanca ao lado do volante.
O sistema funciona com a utilização do fenômeno físico da refração total. No canto do pára-brisa perto do espelho retrovisor, é fixado o sensor de chuva. Esse sensor de chuva emite uma luz infravermelha em um ângulo de 45 graus em relação ao vidro, ocasionando a refração total, em que é medida a quantidade de luz recebida pelo sensor de chuva. Quando existem gotas no vidro, essa refração é prejudicada, desviando o raio de luz para outras direções, diminuindo a incidência sobre o sensor de chuva, que aciona o sistema do limpador de pára-brisa.
Esse sistema, sensor de chuva e limpador de pára-brisa é inteligente, pois além de ser acionado os limpadores, a sua velocidade também é regulada através de um software, conforme a quantidade de água acumulada sobre o vidro, a fim de deixar sempre uma visão nítida para o motorista.
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Quais produtos são usados para fazer fumaça em shows?

São usados três tipos de produtos nos gases colocados nas máquinas de fumaça de shows e danceterias. O mais comum é o gelo seco, que nada mais é que gás carbônico congelado a - 78,5o C.
Outro método, freqüente no teatro, é a mistura de água e glicerina. Esquentada, ela condensa. O único inconveniente é que a fumaça, quando depositada em algum lugar, fica grudenta. 
O terceiro tipo é o mais perigoso. O material empregado é o cloreto de amônia, que, quando esquentado, vira vapor. Ao entrar em contato com o ar, se transforma em partículas que ficam em suspensão. Esse pozinho irrita os olhos e o sistema respiratório.
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O que a gravidade tem a ver com a fixação do cálcio no nosso organismo?


Os astronautas perdem cálcio dos ossos quando ficam muito tempo no espaço por causa da ausência de gravidade. 
No início das viagens espaciais, os cientistas acreditavam que os ossos se deterioravam pela falta de movimentos e recomendavam exercícios físicos. Mas ficou provado que a causa é outra. Os exercícios não servem para nada.
Na Terra, ao atuar sobre os seres vivos, a gravidade gera cargas elétricas. Essas cargas estimulam as células formadoras de ossos, chamadas osteoblastos, que permitem a fixação de cálcio.
Quando não há gravidade, os osteoblastos não trabalham direito e o cálcio, que deveria ficar nos ossos, vai para o sangue e é filtrado pelo rim. Uma parte pode ficar no próprio órgão, formando cálculos renais.
A perda de cálcio é mais intensa entre três ou quatro semanas de vôo livre. Após o retorno à Terra, há recuperação gradual do cálcio.
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Por que os fios telefônicos parecem mais compridos no verão?


Você já observou que tanto os fios telefônicos como os da rede elétrica parecem mais compridos, afrouxados, no verão, quando a temperatura é alta? E no inverno ou em dias muito frios, eles parecem ficar mais esticados? Se nunca prestou atenção, comece a observar.
Mas, por que isso acontece?
Na verdade, é a temperatura excessivamente alta ou baixa que causa isso.
A diferença é que os fios, de uma forma geral, feitos de metal, dilatam-se quando aquecidos. E, portanto quando a temperatura é alta eles parecem mais compridos. O contrário acontece quando a temperatura é extremamente baixa.
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Acendimento instantâneo de lâmpadas


Quando acendemos uma lâmpada, não notamos nenhuma demora entre o instante de acionamento do interruptor e o instante de demora do acendimento da lâmpada.
À primeira vista, poderíamos imaginar que os elétrons se deslocam rapidamente pelo fio, já que a corrente parece atingir a lâmpada instantaneamente.
No entanto, essa conclusão apressada é falsa: a velocidade média dos elétrons é da ordem de mm/s. A corrente elétrica se estabelece rapidamente no fio inteiro porque as forças elétricas atingem os elétrons com a velocidade da luz.
Assim, quando acionamos o interruptor, os elétrons livres do fio inteiro começam a se mover praticamente ao mesmo tempo. Os elétrons do filamento da lâmpada, do interruptor e dos fios entram em movimento quase simultaneamente. Tudo se passa como se os elétrons fossem bolinhas amarradas num barbante; puxando o barbante, todas as bolinhas entram em movimento juntas.
Na verdade, essa idéia das bolinhas funciona como uma descrição do movimento médio dos elétrons. Se pensarmos em cada elétron livre isoladamente, o movimento é mais complexo: devido à agitação térmica, eles já têm movimento mesmo antes de a lâmpada ser acesa.
Em qualquer metal, os elétrons livres se movem com velocidades muito altas, da ordem de milhares de km/s. Chocam-se continuamente com os átomos, percorrendo trajetórias caóticas em ziguezague, mas seu deslocamento médio é nulo.
Quando é aplicada no fio uma diferença de potencial, os elétrons passam a avançar entre um choque e o próximo.

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Como provocar chuva artificialmente?

Existem dois tipos de nuvens: frias, cuja maioria tem temperatura abaixo de 0o C e quentes, quase todas acima de 10o C. Por isso, recebem tipos diferentes de bombardeamento. 
As quentes são bombardeadas por aviões com uma solução bastante concentrada de água e cloreto de sódio, o sal de cozinha. É que ele tem propriedades higroscópicas, isto é, atrai água. Por isso, aglutina várias gotículas que, com o peso, caem em forma de chuva. 
Já as nuvens frias são bombardeadas por aviões com iodeto de prata. Quando essa substância toca as poucas gotículas de água existentes, elas viram gelo. Esse rápido congelamento libera calor. Com o aquecimento, o ar quente sobe, causando uma corrente de vento, de baixo para cima, que suga mais ar para a nuvem. A umidade presente nesse novo ar condensa-se, aumentando cada vez mais a nuvem e provocando fortes chuvas.
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Por que um objeto lançado de um veículo em movimento não cai onde foi lançado?


Imagine-se num avião no céu. Você olha para baixo e vê lugares familiares, você está se aproximando da casa de seu amigo. 
Pensa que não seria má idéia mandar-lhe uma mensagem. Você rabisca rapidamente algumas palavras em sua caderneta, destaca a folha de papel, embrulha-a com algum objeto pesado, que para maior conveniência, chamaremos daqui por diante de “peso”, e atira-a logo que a casa de seu amigo esteja bem em baixo. Se você julga que ela cairá no jardim de seu amigo, está completamente enganado. Você errará  tão certo como dois e dois são quatro, mesmo que a casa de seu amigo esteja diretamente abaixo. Se você observasse o peso caindo, veria algo estranho. Enquanto cai, o peso continuará viajando sob o avião, como se estivesse atado por um fio invisível. E quando cair ao solo, errará o alvo por uma grande distância.
É uma nova manifestação da mesmíssima lei da inércia. Enquanto estava no avião, o peso se movia com ele. Mas, ao cair e separar-se do avião, ele não perde sua velocidade inicial. 
Continua a mover-se na mesma direção do avião. Ambos os movimentos, o perpendicular e o horizontal, combinam-se e, conseqüentemente, a carga traça uma trajetória curva, que a conserva sob o avião com a condição evidente de que a aeronave não se desvie do curso original ou voe com maior velocidade. 
De fato, o peso segue a mesma trajetória de um corpo lançado horizontalmente: uma bala disparada de um rifle apontado horizontalmente, por exemplo, traçaria uma trajetória em forma de arco que terminaria no solo.
Observe que tudo que mencionei acima seria válido se não existisse a resistência oposta pelo ar. Na realidade, ela impede tanto o movimento horizontal como o vertical, e o resultado é que o peso gradualmente atrasa-se em relação ao avião.
Num dia sem vento, um peso lançado de um avião voando a 100 km/h a uma altitude de 1.000 m cairá a uns 400 m do ponto que estava diretamente abaixo do avião quando o peso foi solto.
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Por que sentimos mais frio quando há vento?

Uma geada não fere tanto quando o ar está calmo quanto o faz quando há vento. Mas, qual é o motivo?
Apenas os seres vivos sentem mais o frio quando há vento. Não provoca a queda do termômetro. 
A primeira razão por que sentimos o frio tão agudamente num dia de vento resulta do fato de que o vento expulsa muito mais calor da face e do corpo, de maneira geral, do que em clima calmo, quando a camada envolvente de ar aquecido pelo corpo não é desalojada tão rapidamente por nova porção de ar frio. 
Quanto mais forte o vento tanto maior a massa de ar que entra em contato com sua pele em cada minuto e, consequentemente, tanto maior a quantidade de aquecimento retirado de nosso corpo por minuto. Só isto já é suficiente para sentirmos o frio.
Mas há, ainda, outra razão. Nossa pele sempre elimina um pouco de umidade, mesmo quando o ar está frio. Para transpirar precisamos estar aquecidos. Este aquecimento deriva-se de nosso corpo e da camada envolvente de ar. Quando o ar está parado, a transpiração é lenta, pois a camada de ar adjacente à pele está ainda saturada de vapor e com ar úmido, a evaporação não é tão intensa. Mas quando o ar circundante está em movimento e novas porções sucessivas entram em contato com a pele, a transpiração não é abundante, requerendo muito calor, que retira do corpo.

Quanto atinge o efeito refrescante do vento?

Depende da velocidade do vento e da temperatura do ar. Falando de maneira geral, é muito superior ao que normalmente se julga. Eis aqui uma demonstração da extensão em que um vento reduz a temperatura do corpo. 
Suponha que a temperatura do ar seja de 4o C e que por enquanto, não haja vento. A temperatura superficial do corpo será 31o C. Uma ligeira brisa de 7 km/h, na qual nem as folhas chegam a balançar esfriará a pele em 7o C. 
Um vento capaz de fazer uma bandeira tremular, cuja velocidade é de 21 km/h, esfriará a pele em 22o C, o que deixaria a temperatura superficial a 9o C!
Consequentemente, para calcular o quanto uma geada nos afetará, não é suficiente acompanhar apenas a temperatura; também a velocidade do vento deve ser levada em conta. 
É por isso que as famosas geadas orientais da Sibéria estão longe de serem tão inclementes como podemos pensar, se comparados aos ventos europeus relativamente violentos. Pelo contrário, a Sibéria Oriental distingue-se pela quase completa ausência de vento, especialmente durante o inverno.
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Por que um balão faz barulho quando estoura?


Por que um balão ou qualquer outro recipiente, faz barulho quando estoura? 
Na verdade ele não faz barulho nenhum, é o nosso tímpano que reage gerando esse ruído, um fenômeno natural.
Todo recipiente como um balão, um pote com tampa, um saquinho plástico ou um pneu, que são capazes de suportar uma pressão interna maior que a externa, ao serem rompidos abruptamente, geram um ruído de explosão. 
E esse ruído não é gerado quando ele é aberto suavemente.
Como sabemos, o som nada mais é do que um deslocamento de ar, podemos perceber quando falamos, pois liberamos uma quantidade de ar pela boca. 
Da mesma forma podemos perceber em um alto falante, colocando um copo plástico na sua frente quando ele está em funcionamento, iremos perceber que o copo, vazio é claro, irá se movimentar.
Mas porque a explosão do balão? 
Quanto mais abrupto essa liberação do ar preso na seu interior, maior será a onda de ar que irá se dirigir ao nosso tímpano, que é muito sensível. Uma vez o tímpano sendo atingido, irá gerar o ruído da explosão.
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Como funciona o motor de um foguete?


Afinal de contas, como o motor de um foguete funciona, se o espaço não tem ar?
Os aviões, ao contrário de um foguete, utilizam o ar ao seu redor para poder se locomover, tanto nos aviões com hélice aos aviões com turbinas. Eles simplesmente aproveitam o ar que passa pelas suas hélices ou turbinas, jogando-o para trás, ocasionando um movimento à frente.
Um foguete espacial também utiliza o fenômeno da ação e reação, mas de uma forma um pouco diferente.
Imagine uma arma de fogo, quando você dá um tiro, sente na sua mão ou no seu ombro, dependendo da arma, o soco que ela dá. A ação do projétil sendo impulsionado gera uma reação da arma que é sentida pela atirador. Essa reação é diretamente proporcional a diferença de massa entre os dois objetos, a arma e o projétil. Se o projétil tivesse a mesma massa da arma, a força gerada no tiro seria a mesma do soco da  arma.
Esse fenômeno também acontece no vácuo e da mesma forma com o motor de um foguete, em maior proporção. O combustível é queimado no interior do motor e expelido para fora em alta velocidade, gerando uma ação contrária, movendo o foguete na outra direção.
Normalmente um foguete utiliza combustíveis sólidos, mas que na sua queima onde ele é transformado em gás, sua massa não muda, somente a sua forma que era sólida.
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O que é antigravidade?


A gravidade, é a força atrativa entre objetos. Ela segura você no planeta e mantém o planeta na órbita em torno do Sol. Como você deve imaginar, a ideia de reduzir, cancelar ou proteger contra esse efeito da gravidade é altamente atraente.
A tecnologia da antigravidade revolucionaria a exploração espacial e a produção de energia. Ela reduziria drasticamente a demanda por energia em viagens e transporte. Mas primeiro teríamos de alterar drasticamente nossa compreensão da Física e descobrir como conter a força mais poderosa do Universo.
Como tal, a tecnologia antigravidade se mantém tanto como Santo Graal quanto como bandeira vermelha. Não faltam boatos, teorias da conspiração e relatos de prejuízos à credibilidade no que se refere a essa pesquisa.
Por exemplo, em 1992, o Físico russo Evgeny Podkletnov afirmou ter testado com sucesso um dispositivo que protege um objeto da gravidade. 
O experimento envolveu levitar um disco supercondutor sobre um ímã. De lá pra cá, ninguém - incluindo os pesquisadores da Nasa - foi capaz de replicar esse experimento. Em 2002, pesquisa do conhecido jornalista de aviação Nick Cook sobre uma suposta pesquisa nazista sobre antigravidade não conseguiu convencer os críticos.
Você deve estar começando a ver por que a antigravidade é um assunto tabu. Ou por que a Nasa escolheu previamente pesquisar a antigravidade através de projetos com nomes como Breakthrough Propulsion Physics Project (1996-2002). A Nasa até publicou um livreto intitulado "Respondendo à Antigravidade Mecânica" para ajudar pesquisadores amadores e profissionais que submetiam cerca de 100 ideias por ano envolvendo máquinas que falsamente pareciam criar um efeito antigravidade. 
E para o caso de você estar se perguntando, os voos com gravidade zero a bordo da aeronave modificada C-9, da Nasa, não são exemplos de antigravidade. Tampouco o efeito de levitação alcançado em 2007 pelo efeito Casimir, uma força quântica que essencialmente leva objetos a se aproximarem uns dos outros - um rei da nanofricção. 
A antigravidade, por outro lado, envolve a diminuição dos efeitos do empuxo gravitacional sobre um objeto, e a ciência ainda não chegou lá.
Muitos cientistas acreditam fortemente que a antigravidade não é possível, dado o que conhecemos sobre o Universo e as leis que o governam. Então, por hora, todas aquelas impressionantes engenhocas antigravidade terão de permanecer no reino da ficção científica.
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Por que existem os anos bissextos?


Chama-se movimento de translação ao percurso efetuado pela Terra à volta do Sol, cuja duração é de 365,249 dias ou seja, 365 dias e 6 horas (aproximadamente 1 ano).
É por esse motivo que de 4 em 4 anos existem os anos bissextos (que possuem 366 dias). Nesse ano, faz-se a compensação das 6 horas por ano que nos últimos quatro anos não foram contados. 
É este movimento que está na origem das quatro estações; Primavera, Verão, Outono e Inverno.
A velocidade de translação da Terra é de 30 km/s (30 quilómetros por segundo)
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Por que sentimos cócegas quando tocamos a pele na tela da TV?


Sentimos cócegas quando tocamos a tela da televisão porque o bombardeio de elétrons responsável pela formação de imagens acaba por estabelecer uma carga negativa que recobre por dentro a tela de TV. 
Ao tocarmos nela, reagimos como um fio terra que retira a eletricidade do televisor. Então, os elétrons saltam para os dedos, produzindo pequenas faíscas que provocam cócegas. 
É mais fácil observar o mesmo efeito aproximando a cabeça da tela: os cabelos, fortemente atraídos pela carga negativa, ficam literalmente em pé.
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Por que quando está muito frio, nossa pele fica arrepiada?


O arrepio ocorre quando se tem frio. Ele é um estímulo elétrico refletido em estímulo muscular para tentar amenizar o frio sentido. O movimento muscular serve para se queimar um pouco de caloria na região e liberar consequentemente um pouco de energia no processo. Essa energia vai servir para aumentar um pouco a temperatura do corpo. 
Outra coisa que acontece no arrepio é o fechamento dos poros do corpo. Isso acontece para se diminuir a superfície de contato e de perda de calor para o meio.
Quando está frio nossos pelos eriçam para "prender" mais ar entre eles, pois o ar é um isolante térmico e diminui as perdas de calor para o ambiente. O mesmo acontece com os pássaros no inverno. Eles arrepiam suas penas e acumulam ar entre elas.
Aliás, esse é exatamente o processo contrário a suar. Quando suamos, o que fazemos é dar chance à água evaporada de roubar o calor do nosso corpo.
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