Onde o gelo derrete mais depressa?

Mesmo que a água tenha a mesma temperatura do ar, o gelo derreterá mais rápido dentro da água.
O primeiro argumento para comprovar isso é que o ar é um bom isolante térmico. As trocas de calor com a água líquida então se darão mais rapidamente. 
O segundo argumento é que para que o gelo derreta, ele precisa receber calor, o que ocorre por convecção, que é a transferência de calor por causa do fluxo de um fluido ao redor de um corpo. Tanto o ar quanto a água ao redor do gelo estão em movimento, formando correntes naturais de convecção. Acontece que a transferência de calor por convecção é muito mais eficiente quando o fluido é um líquido (água) do que um gás (ar). Por isso, o gelo derrete mais rápido quando está em contato com a água.
E, se o recipiente for aberto, o ambiente, os fará entrar em equilíbio térmico.
Durante a fusão, que seria, neste caso, o gelo ao derreter, permanece com a temperatura constante.
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Por que os gatos se machucam mais quando caem do primeiro piso?

É bem conhecido dos veterinários que a queda dos gatos tem piores consequências quando acontecem do primeiro piso do que do segundo ou terceiro.
A explicação é a seguinte: quando o gato nota a aceleração de queda, adota uma postura encolhida com as patas estiradas, o que lhe permite, ao chegar ao solo, amortecer o efeito do impacto. Se a queda ocorre desde o primeiro piso, o gato não tem tempo de adotar a mencionada postura.
Parece lógico pensar que a partir da altura em que o gato pode adotar a postura defensiva, quanto maior seja altura maior serão as conseqüências do choque.
Surpreendentemente não é assim. Os danos produzidos pela queda aumentam com a altura até um certo ponto, a partir do qual se produz uma diminuição dos danos. A curiosa explicação é a seguinte:
O gato adota uma postura defensiva só quando nota a aceleração de queda. Quando ele alcança a velocidade limite (Força peso = Força de resistência do ar), deixa de haver aceleração e o gato relaxa sua postura que por ser menos encolhida, oferece maior superfície de contato com o ar. Este aumento de superfície traz consigo uma maior resistência do ar freando a queda e conseguindo uma  velocidade limite menor.
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Por que as nuvens de chuva são escuras?

Há nuvens que são brancas como algodão. Ao avistá-las no céu, ninguém se preocupa em pegar o guarda-chuva. Já as nuvens que nos avisam que devemos sair prevenidos são escuras. Mas por que será que elas têm essa característica?
Primeiro, é preciso esclarecer que elas não são escuras por inteiro. Somos nós quem as percebemos dessa forma, porque a base das nuvens de tempestade realmente é mais escura.
As nuvens são um agrupamento de gotículas de água ou de pequenos cristais de gelo. Quando a luz do Sol incide sobre elas, uma parte é refletida e volta para o céu; outra consegue atravessar e uma parte menor é absorvida (de 5% a 10%). 
As nuvens de tempestade são escuras porque a luz solar não consegue atravessá-las. Chamadas de cúmulo-nimbo e nimbo-estrato, elas atingem até 15 quilômetros de altura, têm, formando a sua parte inferior, um círculo com 10 a 20 quilômetros de diâmetro e ficam a mais ou menos mil metros do chão.
A luz solar, quando incide em nuvens desse tipo, acaba sendo refletida, em grande parte, de volta para o espaço. Quem promove essa reflexão da luz são as pedrinhas de gelo e as gotas de água que formam as nuvens. 


É verdade que uma parte da luz até passa para as camadas mais internas dessas nuvens, mas como elas são bastante densas e têm grande profundidade, a quantidade de luz que passa por elas é muito pequena. Uma nuvem de 5.000 metros de profundidade irá refletir cerca de 90% da luz solar que incide sobre ela. Portanto, o que muda não é a cor da nuvem e sim sua permeabilidade aos raios solares. 
As nuvens brancas são mais finas do que as nuvens de tempestade. Por isso é que elas não são escuras. Sabemos que a luz se espalha por todas as direções na medida em que penetra na nuvem, que também é formada por gotas d’água e por gelo. Só que, como as nuvens brancas não são tão espessas, menos luz é perdida no caminho, sobrando mais para emergir na base da nuvem. Por isso as vemos clarinhas.
Só para comparar, é a mesma coisa que acontece no oceano: o fundo fica cada vez mais escuro porque a luminosidade não atinge mais que algumas centenas de metros de profundidade. Por outro lado, nuvens menos espessas são brancas porque as gotículas de vapor d’água que a compõem dispersam todas as cores do espectro luminoso. A soma desse arco-íris, do nosso ponto de vista, é branca. 
Outro ponto importante de esclarecer é que nem sempre uma nuvem escura é sinônimo de tempestade. Mesmo assim, podemos estimar que em 90% dos casos essa relação é verdadeira, pois as nuvens espessas são mais carregadas de gotículas de água e têm mais condição de gerar chuva.
O curioso é que certas nuvens brancas também podem trazer chuva. Isso acontece principalmente no litoral, onde o vapor d’água que forma as gotas de chuva se junta em torno de sais marinhos. Eles são os melhores núcleos para criar gotículas e gerar chuvas.
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Como funcionam os cinemas 3D?

Desde que foi criado, o cinema evoluiu muito, ganhando som, cores e efeitos especiais. A última novidade são os filmes em 3D, os quais precisam de óculos especiais, para serem assistidos.
Nos filmes em 3D, os cenários, as pessoas e até mesmo os personagens de desenho podem ser visualizados tridimensionalmente, como se fossem reais e estivessem mais próximos de nós. Assim, a idéia dos produtores destes é "enganar" nosso cérebro e nossos olhos, fazendo-os pensar que estão diante de um espaço tridimensional e não à frente de uma tela bidimensional comum.
Para entendermos o funcionamento dos cinemas 3D, é fundamental que saibamos que os seres humanos possuem visão binocular, de modo que cada olho enxerga uma imagem diferente, sendo o cérebro o responsável por combiná-las em uma única imagem.
A diferença angular (quase imperceptível) entre estas duas imagens, denominada desvio, é utilizada pelo cérebro para ajudar na percepção de profundidade. É exatamente por esta razão que, ao perder a visão de um dos olhos, as pessoas perdem também a noção espacial.
As antigas produções de filmes 3D utilizavam imagens anáglifas para aproveitarem a visão binocular e o desvio. Estas imagens incluem duas camadas de cor numa única tira do filme reproduzida por um projetor, sendo uma das camadas vermelha e a outra azul (ou verde).
Assim, quando desejávamos assistir a estes filmes, fazia-se necessáro utilizarmos um óculos 3D com uma lente vermelha e a outra azul (ou verde). Estas lentes "obrigavam" um olho a enxergar a seção vermelha da imagem e a outra, a seção azul (ou verde).
É devido às diferenças entre as duas lentes que o cérebro as interpreta como uma imagem de três dimensões. 
Entretanto, por conta da utilização de lentes coloridas, a coloração da "imagem final" não é precisa, de modo que há dados que relatam que esta tecnologia trouxe muitos problemas para as pessoas como dores de cabeça, lesões oculares e náusea. 
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Salvando celular molhado

Molhou o celular? O que fazer? Siga as etapas abaixo e não precisará descartá-lo, ajudando assim o meio ambiente.

1) Basta pegar o aparelho molhado, secar com um pano, retirar a bateria e colocá-lo em um recipiente cheio de arroz cru.
2) Não use secador de cabelo no celular. Assistências técnicas aconselham evitá-lo, já que o ar quente pode danificar os componentes do telefone.
3) "O arroz tem essa propriedade de absorver água porque é rico em amido, que possui uma forte afinidade elétrica com as moléculas de água e acaba as atraindo", afirma Maria Cristina dos Santos, professora do Instituto de Física da USP.
Ah... o arroz você joga fora, OK?
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Por que pilhas e baterias não devem ser jogadas no lixo comum?

As pilhas e as baterias são uma mini-usina portátil, que transformam energia química em energia elétrica. 
Elas possuem determinadas substâncias químicas que, quando reagem entre si, produzem energia elétrica, ou seja, fazem funcionar o relógio, o celular, o brinquedo, etc.
O problema é que essas substâncias químicas presentes nas pilhas e baterias são altamente tóxicas, e podem fazer mal aos seres humanos e animais. 
Uma pilha comum contém pelo menos três metais pesados: zinco, chumbo e manganês. A pilha alcalina contém ainda o mercúrio. Além dos metais pesados, as pilhas e baterias possuem ainda elementos químicos perigosos, como o cádmio, cloreto de amônia e negro de acetileno.
As pilhas são classificadas de acordo com seus sistemas químicos, podendo haver em cada um deles mais de uma categoria. As categorias são representadas por letras, que normalmente vêm impressas nas pilhas. Além disso, as pilhas podem ser recarregáveis ou não.
O perigo ocorre quando se joga uma pilha ou bateria no lixo comum, pois há o risco desses elementos químicos perigosos entrarem na cadeia alimentar, causando sérios danos à saúde. As duas formas mais comuns de destinação final do lixo são aterro sanitário e usina de compostagem.
A pilha, quando descartada no lixo comum, vai para o aterro sanitário, que fica à céu aberto. Uma vez exposta ao sol, vento, chuva e umidade, as pilhas e baterias se oxidam e rompem o invólucro de proteção. Os metais pesados e elementos químicos perigosos saem misturados a um líquido que acaba contaminando todo o lixo ao redor, podendo atingir o lençol freático local.
Além disso, muitos aterros sanitários ficam próximos de rios e córregos, que também acabam sendo contaminados por essas substâncias químicas tóxicas. Portanto, essas substâncias químicas tóxicas chegam à cadeia alimentar  via irrigação da agricultura ou pela ingestão da água ou alimento contaminado.


Na usina de compostagem, as pilhas são misturadas no composto orgânico que está sendo formado, girando no biodigestor por 48 horas. Algumas são amassadas e moídas, e se rompem, despejando os metais pesados por todo o composto. Na saída do tubo giratório do biodigestor há uma rede que impede a passagem das pilhas. O lixo moído é disposto em montes a céu aberto, sendo remexido semanalmente, por três meses. Neste período, ocorrem novos vazamentos e os metais pesados e outras substâncias químicas tóxicas se misturam ao composto, que será usado como adubo depois.
Existem usinas de compostagem em algumas cidades do interior de São Paulo que utilizam trituradores, aumentando substancialmente as chances de contaminação, pois todo o conteúdo da pilha mistura-se ao composto orgânico.
Portanto, não descarte suas pilhas e baterias usadas no lixo comum. Leve-as a um posto de coleta de resíduos tecnológicos.
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O que é o Sol da meia-noite?

Nas zonas polares em todo verão ocorre um fenômeno conhecido e denominado popularmente como Sol da meia-noite.
Isso acontece por causa da incidência de dias após dias sem noites, pois esses não se escurecem nas regiões polares.
Tal fenômeno é proveniente da localização geográfica dos pólos e do movimento de rotação, translação e inclinação do eixo da Terra.

Sol da meia-noite observado de Nordkapp, Noruega
Nos círculos polares o sol não se põe por 50 dias. Na latitude de 68 graus, o Sol não se põe por setenta dias. Na latitude de 70 graus o sol não se põe por 100 dias. Na latitude de 80 graus o sol não se põe por quase 6 meses e finalmente nos pólos o sol não se põe por exatamente 6 meses.
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